Roteiro de minha peregrinação para TERRA SANTA E ITALIA… vamos?

Preparei um roteiro muito especial para peregrinação na Terra Santa e Itália. É um jeito que encontrei de celebrar meus 50 anos. Minha mãe estará também. Já temos 23 inscritos. O máximo são 40. Você é meu convidado especial. Faremos a experiência do relacionamento de Jesus com cada um dos 12 apóstolos a partir do meu livro COMO LIDERAR PESSOAS DIFÍCEIS. Será um tempo de descanso, espiritualidade, cultura, turismo, lazer, amizade. Serão doze dias inesquecíveis coroados com a audiência com o Papa Francisco e o final em Assis no dia 04 de outubro, exatamente no dia do santo da paz. 

Vamos?

Pe. Joãozinho, scj

Informações e Vendas: (11) 2797-9011 – www.ustravel.com.br

ROTEIRO TERRA SANTA – ITÁLIA – 2014

 

22/09

Seg

SÃO PAULO

Apresentação 12h no aeroporto de São Paulo/Guarulhos

15h40 – Voo da Air France para PARIS

23/09

Ter

Chegada 08h00 (3h do Brasil) – Tour por Paris – 23h00 (18h do Brasil) Voo para TEL AVIV

24/09

Qua

TEL AVIV – CESARÉA – NAZARÉ – DIA DA SAGRADA FAMÍLIA

Chega 5h (23h do Brasil) – Hotel – Café – Repouso

12h30 – Saída para o almoço (em Tel Aviv)

Ida em direção às ruínas de Cesárea Marítima, cidade construída pelo Rei Herodes às margens do Mar Mediterrâneo e que funcionou como capital da província da Judéia na época de Cristo. Lá morou o governador Pôncio Pilatos e São Paulo ficou aprisionado antes de ser levado a Roma. Também lá São Pedro converteu o centurião romano Cornélio, sua família e seus soldados.

Subida pela costa do Mediterrâneo em direção a Nazaré.

MISSA EM NAZARÉ

Dormir em Tiberíades

25/09

Qui

GALILEIA – DIA DE PEDRO E ANDRÉ

Café da manhã e saída para Cafarnaum onde Cristo iniciou seu ministério, de onde veio Mateus e onde vivia Pedro com a sua sogra e seu irmão André.

Continuação até Tabgha, palco do milagre da multiplicação dos pães e peixes.

MISSA EM TABGA

Vamos em direção ao Monte das Bem Aventuranças, palco do Sermão mais famoso de Cristo.

Subida a Cesareia de Felipe onde Pedro professou a sua fé em Jesus como Messias.

No almoço, o famoso “peixe de São Pedro”, pescado no Mar da Galiléia, e, depois, passeio em um barco típico de madeira para cruzarmos o Mar da Galiléia, em cujas praias Jesus chamou os primeiros discípulos foi palco de muitos milagres, como a pesca milagrosa e andar sobre as águas.

Retorno ao hotel, jantar e descanso

26/09

Sex

MONTE TABOR – JERICÓ – JERUSALÉM – DIA DE JOÃO E TIAGO MAIOR

Café da manhã e saída em direção ao Monte Tabor, local da Transfiguração de Cristo. Subida ao topo do monte.

MISSA NO MONTE TABOR – RETIRO DA TRANSFIGURAÇÃO

e, depois, continuação pelo Vale do Rio Jordão até Jericó, onde visitaremos as ruínas das muralhas da época de Josué, a figueira brava de Zaqueu, o coletor de impostos que se debruçou nela para ver a passagem de Cristo pela cidade e o Monte da Tentação, para onde Cristo foi levado durante sua provação. Visita ao local onde Jesus foi batizado no Rio Jordão. Ao entardecer chegada à cidade santa de Jerusalém. Hotel, jantar e descanso.

27/09

Sab

JERUSALÉM – BELÉM – DIA DOS DEMAIS APÓSTOLOS

Café da manhã e saída bem cedo em direção a Belém, onde almoçamos e visitamos a Igreja da Natividade, igreja cristã mais antiga do mundo, que foi construída sobre a gruta onde a Virgem deu a luz ao Cristo. Em seguida, iremos até o Campo dos Pastores, onde o anjo do Senhor anunciou aos pastores o nascimento do Salvador.

Seguimos para topo do Monte Sião, onde visitamos o túmulo do Rei Davi, o Cenáculo, local da última ceia de Cristo com os doze apóstolos e de Pentecostes.

MISSA NO CENÁCULO

Continuação em direção ao Muro das Lamentações, último resquício do que um dia foi o Templo de Jerusalém na época de Cristo.

Seguimos para o topo do Monte das Oliveiras, de onde temos a mais tradicional vista da cidade velha de Jerusalém e da esplanada do templo. Descida à pé em direção ao Getsêmani e o Jardim das Oliveiras, palco da agonia de Cristo, vivida com Pedro e João, e onde ele foi preso pelos romanos, traído por Judas Iscariotes. Lá, visitaremos também a belíssima Igreja das Nações. Retorno ao hotel, jantar e descanso. À noite, possibilidade de passeio opcional por Jerusalém a pé com o guia.

28/09

Dom

JERUSALÉM – MONTE CALVÁRIO – DIA DA PAIXÃO

Café da manhã e saída em direção à Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o Monte Calvário, lembrando também São João, que ficou o tempo todo ao lado da cruz de Cristo, e São Pedro, que foi o apóstolo quem entrou no túmulo vazio.

MISSA NO SANTO SEPULCRO

Continuação pela Via Dolorosa, passando pelo que foi, na época, a Fortaleza Antônia, palco da prisão e julgamento de Cristo, até a Piscina de Betesda, palco de um dos milagres mais importantes de Cristo, a cura do paralítico no Sábado, ao lado das ruínas da casa de São Joaquim e Santa Ana.

Hotel Repouso

29/09

Seg

JERUSALÉM – MILÃO – DIA DE RESPIRO

Café da manhã e saída para o aeroporto – Voo para Milão 12h30 – Chegada 15h40 – Repouso

30/09

Ter

MILÃO – ROMA – DIA CULTURAL

Café da manhã e saída para a igreja Santa Maria das Graças, onde veremos também o famoso mural da Última Ceia, de Leonardo da Vinci.

Tour pelos conhecermos os principais pontos de interesse do mais importante centro financeiro da Itália e capital da alta moda na Europa, como o Duomo, que é a catedral da cidade, o Corso Vittorio Emanuele e no final do dia aeroporto e voo para ROMA – 19h15 – 20h30. Hotel Repouso.

01/10

Qua

ROMA – DIA DO PAPA SUCESSOR DE PEDRO

Café da manhã e saída em direção à Praça São Pedro, onde presenciaremos a audiência pública com o papa (a confirmar com a agenda pontifícia). Depois, continuação em direção às Catacumbas de Santa Domitila, onde teremos a nossa santa missa e conheceremos um pouco mais sobre a história dos primeiros mártires cristãos.

MISSA A DEFINIR

No final do dia, retorno ao hotel, jantar e descanso.

02/10

Qui

ROMA – DIA TURÍSTICO 1

Café da manhã – Saída para conheceremos os principais pontos de interesse da capital italiana, como o Coliseu (por fora), o Arco de Constantino e as principais praças do centro, como a Fontana de Trevi, o Panteão e a Piazza Navona. Depois, continuação em direção às principais igrejas de Roma, como São João Latrão, São Paulo Fora dos Muros e Santa Maria Maggiore. No final do dia, retorno ao hotel, jantar e descanso.

03/10

Sex

ROMA – DIA TURÍSTICO 2

MISSA A DEFINIR

MUSEUS DO VATICANO E CAPELA SISTINA – Túmulo de João Paulo II

Opcional tarde: Igreja de Santo Inácio

04/10

Sab

ASSIS – DIA DA PAZ

Café da manhã e saída em direção a Cássia, na região de Perúgia, onde visitaremos o Santuário de Santa Rita de Cássia, bem como a casa onde ela nasceu e viveu. Depois, continuação até Assis, onde conheceremos as Basílicas de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos, onde fica a Porciúncula.

MISSA EM ASSIS

No final do dia, alojamento no hotel

05/10

Dom

ROMA – DIA DE ENCERRAMENTO

MISSA NO HOTEL

13h – saída para o aeroporto – Volta para o Brasil 18h30 – Chega 20h40 em Paris – Saída 23h30 de Paris.

06/10

Seg

Chegada 6h em Guarulhos

 

 

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RELEASE DO NOVO CD DA BANDA “SINGLE CORE”

CORAÇÃO: SIMPLESMENTE ESSENCIAL

Pe. Joãozinho, scj

Músicos e música “de verdade” amadurecem no fogo do Espírito e das provações. O essencial é de uma complexidade absolutamente simples. Chegar a esta essência é algo que exige 10% de inspiração e 90% de transpiração. É fruto de suor, sangue e lágrimas. LEVAR TEU NOME é o segundo CD da Banda catarinense Single Core e foi tecido neste território de luz onde vivem os que aceitaram carregar mais que tambores e guitarras: escolheram carregar a cruz.

Estas canções são gritos de jovens que já vivem na segunda conversão. Mergulharam em águas mais profundas. Já estão no caminho estreito do Mestre de Nazaré. Vivem a vida de uma comunidade paroquial, participam de missas e preces… e lutam para não se acostumar com as coisas de Deus, pois, como dizia o rebelde jovem Santo Agostinho: “o costume mata o êxtase”. Definitivamente é impossível ouvir SINGLE CORE e não ficar extasiado. É por isso que esta celebração musical começa com um pedido determinado ao Fogo de Deus, o Espírito Santo para que “venha arder em mim”. Longe de ficar neste encanto pessoal com as coisas do céu ouvimos os acordes modularem para o desejo de dar testemunho deste amor. Isto nos faz lembrar o belo e profundo texto do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium nº 8: “Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros?”

É por isso que o CD LEVAR TEU NOME é essencialmente missionário. Diz, ou melhor, canta: eis-me aqui, envia-me. É um grito sonoro e juvenil do apelo a sermos discípulos missionários que impactou o Brasil e o mundo na Jornada Mundial da Juventude RIO 2013. É claro que isso significa ser santo no mundo, fugindo de estereótipos e máscaras que simulam uma santidade apenas de aparência. Single Core aqui retoma o apelo do apóstolo Paulo: tudo posso, mas nem tudo me convém. Santidade e Liberdade rimam com felicidade. O mundo precisa de jovens santos, saudáveis e felizes. Esta é a proposta desta meditação sonora.

Para viver estes desafios de uma vida nova em Cristo é preciso fazer um ato de entrega. Por isso a canção “sou teu”. Não se resiste aos apelos do mundo se não tiver “atitude”. É bonito ver jovem que ficam roucos de evangelizar porque acreditam nesta verdade e não simplesmente porque são herdeiros de uma religião praticada por seus pais.

Mesmo que venha a tempestade, não há o que temer: O Senhor nos dá a garantia de sua presença. Ele fala até no silêncio e podemos ouvir sua voz em nosso coração. Nossa garantia é não nos afastar desta voz interior onde Deus nos dá a direção.

O CD termina com uma prece a Maria que nos ensina a escutar e a adorar seu Filho. Fomos gerados com Jesus em seu ventre: ela é nossa mãe.

Este sermão musical, esta ópera rock da fé, vem revestida de interpretações amadurecidas, toques sutilmente vibrantes da bateria e as impecáveis guitarras que não solam: rezam. O baixo tem a mística de João Batista: importa que eles cresçam e eu desapareça. Perfeito. E são apenas três… ops, eu disse “apenas”? foi mal… BASTA!

Conheça mais SINGLE CORE: http://www.singlecore.com.br/index.asp

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Apostolado da Oração: Discípulos em Missão

Pe. Joãozinho, scj

João Carlos Almeida – Teólogo e escritor

 

Em maio de 2007 bispos de todo o nosso imenso continente estiveram no Brasil para a Conferência de Aparecida. Um deles era Dom Jorge Bergóglio, hoje, Papa Francisco. O Documento Final começava com estas inesquecíveis palavras: “Com a luz do Senhor ressuscitado e com a força do Espírito Santo, nós os bispos da América nos reunimos para celebrar a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe (CELAM). Fizemos isso como pastores que querem seguir estimulando a ação evangelizadora da Igreja, chamada a fazer de todos os seus membros discípulos missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida para que nossos povos tenham vida n’Ele”. A expressão “discípulo missionário” traduziu perfeitamente uma nova fase para o nosso povo. Recebemos muitos missionários nos últimos 500 anos. Agora percebemos que todo cristão tem esta vocação de levar o evangelho a toda criatura. Quem não é missionário descobre que nem mesmo é discípulo. Ser cristão é evangelizar.

Mas de que modo quem participa do “Apostolado da Oração” pode viver esta dimensão do “discípulo missionário”? Indo de casa em casa para anunciar o Reino do Coração de Jesus? Assumindo pastorais em sua paróquia? Participando de movimentos de espiritualidade? Certamente que tudo isso é muito bom mas existe uma forma típica do apóstolo e apóstola da oração assumir sua missão na Igreja: unindo-se espiritualmente à oferta de Cristo ao Pai em favor da salvação da humanidade. É bom lembrar que tudo começou em dezembro de 1844 numa casa de estudos jesuíta, na França. Os estudantes de filosofia e teologia queriam muito dedicar-se a obras de apostolado. Mas eles estudavam em vista do sacerdócio e naquele momento não podiam assumir todas as atividades apostólicas típicas de um ministro ordenado. Diante disso seu orientador espiritual, Pe. Francisco Gautrelet, mostrou-lhes que era possível viver esta dimensão missionária por meio da oração e da oferta de si. Ali surgiu o Apostolado da Oração.

Nos dias 07 a 08 de outubro de 2012 realizou-se em Roma o Sínodo dos Bispos sobre a “Nova Evangelização para a Transmissão da Fé”. Novamente foi um grande momento para refletir como todo cristão pode viver esta dimensão de “discípulo missionário”. Coube ao Papa Francisco, recentemente, reunir as conclusões deste encontro na sua primeira Exortação Apostólica Evangelii gaudium, traduzindo, o Evangelho da Alegria. Se pudéssemos resumir todas as palavras de Francisco em apenas duas diríamos que “para ir é preciso sair”. Para ser missionário não basta “ir” a lugares distantes. É preciso, antes, “sair de si mesmo”. Esta é a atitude de “oferecimento de si”, básica no Apostolado da Oração. Todos os dias renovamos o Ato de Oblação por meio do “oferecimento de si” pelas intenções do Santo Padre. Isto nos impede de ficar em uma espiritualidade intimista e auto-centrada. Não fazemos isso simplesmente como um mero esforço humano. Seria inútil. Unimos a nossa entrega ao oferecimento de Cristo ao Pai. Deste modo até o sofrimento adquire sentido salvífico. É neste sentido que o papa Francisco afirma de maneira muito poética no nº 264 da sua exortação: “Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova! […] A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor; é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração.”

Não é exatamente isso que fazemos a cada eucaristia, adoração ou prece pessoal no Apostolado da Oração? Viver de modo orante, em comunhão com o Coração de Jesus, no coração do mundo é uma forma intensa e revolucionária de apostolado; é ser discípulo em missão.

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Discurso do Papa Francisco sobre o estudo da Filosofia e da Teologia

DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO À COMUNIDADE ACADÊMICA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE GREGORIANA

Discurso em 10.04.2014 – publicado em italiano: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/speeches/2014/april/documents/papa-francesco_20140410_universita-consortium-gregorianum_it.html

Tradução: Dr. Pe. João Carlos Almeida, scj

Vaticano – Sala Paulo VI – 10 de abril de 2014

Senhores Cardeais

Veneráveis irmãos no Episcopado e no Sacerdócio

Caríssimos irmãos e irmãs,

dou as boas vindas a todos vós, professores, estudantes e pessoal não-docente da Pontifícia Universidade Gregoriana, do Pontifício Instituto Bíblico e do Pontifício Instituto Oriental. Saúdo o Padre Nicolas, o Padre Delegado e todos os outros Superiores, como também os Cardeais e bispos presentes. Obrigado!

As instituições às quais vós pertenceis – Reunidas em Consórcio pelo Papa Pio XI em 1928 -, foram confiadas à Companhia de Jesus e partilham o mesmo desejo de «militar sob a insígnia da sua Cruz e servir somente o Senhor e a Igreja sua esposa, a disposição do Romano Pontífice, vigário de Cristo na terra» (Formula, 1). É importante que entre vós se promova a colaboração e a sinergia, preservando a memória histórica e ao mesmo tempo assumindo os desafios do presente e olhando para o futuro – o Padre Geral dizia “olhar longe”, na direção do horizonte – olhando para o futuro com criatividade e imaginação, procurando ter uma visão global da situação e dos desafios atuais e um modo solidário de enfrentá-los, encontrando caminhos sem temor.

O primeiro aspecto que gostaria de destacar pensando no vosso empenho, seja como professores ou como estudantes, e como pessoal auxiliar das Instituições, é aquele de valorizar o próprio lugar em que vos encontrais a trabalhar e estudar, isto é a cidade e, sobretudo, a Igreja de Roma. Existe um passado e existe um presente. Existem raízes de fé: a memória dos Apóstolos e Mártires; e tem o “hoje” eclesial, tem o caminho atual desta Igreja que preside na caridade, no serviço da unidade e da universalidade. Tudo isso não é apenas um dado adquirido. Deve ser valorizado e vivido com um empenho que em parte é institucional e em parte é pessoal, confiado à iniciativa de cada um.

Mas ao mesmo tempo vós trazeis aqui a diversidade das vossas Igrejas de origem, das vossas culturas. Esta é uma das grandes riquezas das instituições romanas que oferece uma preciosa ocasião de crescimento na fé e de abertura da mente e do coração ao horizonte da catolicidade. Dentro deste horizonte a dialética entre o “centro” e a “periferia assume uma forma própria, ou seja, a forma evangélica, segundo a lógica de Deus alcança o centro partindo da periferia e para voltar à periferia.

O outro aspecto que gostaria de partilhar é a relação entre estudo e vida espiritual. O vosso empenho intelectual, no ensino e na pesquisa, no estudo e na formação mais ampla será tanto mais fecundo e eficaz quanto mais for animado pelo amor a Cristo e à Igreja, quanto mais for sólida e harmoniosa a relação entre estudo e oração. Esta não é uma coisa antiga; este é o centro!

Este é um dos desafios do nosso tempo: transmitir o saber e oferecer uma chave de compreensão vital, não um acúmulo de noções desconexas entre si. É preciso uma verdadeira hermenêutica evangélica para entender melhor a vida, o mundo, as pessoas, não de uma síntese, mas de uma atmosfera espiritual de pesquisa e certeza fundamentada nas verdades da razão e da fé. A filosofia e a teologia permitem adquirir as convicções que estruturam e fortificam a inteligência e iluminam a vontade… mas tudo isso somente é fecundo se é feito com a mente aberta e de joelhos. O teólogo que se compraz no seu pensamento completo e definitivo é um medíocre. O bom teólogo e filósofo tem um pensamento aberto, isto é, incompleto, sempre aberto ao maius (maior) de Deus e da verdade, sempre em desenvolvimento, segundo aquela lei que São Vincenzo de Lerins descreve assim: «annis consolidetur, dilatetur tempore, sublimetur aetate» (Commonitorium primum, 23: PL 50, 668): se consolida com os anos, se amplia com o tempo, se aprofunda com a idade. Este é o teólogo que tem a mente aberta. E o teólogo que não reza e que não adora Deus termina afundado no mais amargo narcisismo. E esta é uma doença eclesiástica. Faz tanto mal o narcisismo dos teólogos, dos pensadores; é desgostoso.

A finalidade dos estudos em cada Universidade pontifícia é eclesial. A pesquisa e o estudo devem estar integrados com a vida pessoal e comunitária, com o empenho missionário, a caridade fraterna, a solidariedade para com os pobres, o zelo pela vida interior na intimidade com o Senhor. Os vossos Institutos não são máquinas para produzir teólogos e filósofos; são comunidades nas quais se cresce, e o crescimento acontece na família. Na família universitária existe o carisma de governo, confiado aos superiores, e tem a diaconia do pessoal não docente, que é indispensável para criar o ambiente familiar na vida quotidiana, e também para criar atitudes de humanidade e de sabedoria concreta, que farão dos estudantes de hoje pessoas capazes de construir humanidade, de transmitir a verdade na dimensão humana, de saber que se falta a bondade e a beleza de pertencer à uma família de trabalho se termina por ser um intelectual sem talento, um eticista sem bondade, um pensador carente do esplendor da beleza e somente maquiado de formalismos. O contato respeitoso e diário com a laboriosidade e testemunho dos homens e mulheres que trabalham nos vossos institutos vos dará aquela quota de realismo tão necessária para que a vossa ciência seja uma ciência humana e não de laboratório.

Caros irmãos, confio cada um de vós, vosso estudo e o vosso trabalho à intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, de Santo Inácio de Loyola e dos outros vossos santos padroeiros. Abençoo-vos de coração e rezo por todos vós. Também vós, por favor, rezai por mim. Obrigado!

Destaco algumas frases para a nossa meditação:

  • É importante que entre vós se promova a colaboração e a sinergia.
  • Olhem para o futuro com criatividade e imaginação, procurando ter uma visão global da situação e dos desafios atuais e um modo solidário de enfrentá-los.
  • O vosso empenho intelectual, no ensino e na pesquisa, no estudo e na formação mais ampla será tanto mais fecundo e eficaz quanto mais for animado pelo amor a Cristo e à Igreja, quanto mais for sólida e harmoniosa a relação entre estudo e oração.
  • A filosofia e a teologia permitem adquirir as convicções que estruturam e fortificam a inteligência e iluminam a vontade… mas tudo isso somente é fecundo se é feito com a mente aberta e de joelhos.
  • O teólogo que se compraz no seu pensamento completo e definitivo é um medíocre.
  • O bom teólogo e filósofo tem um pensamento aberto, isto é, incompleto, sempre aberto ao maius (maior) de Deus e da verdade, sempre em desenvolvimento.
  • O teólogo que não reza e que não adora Deus termina afundado no mais amargo narcisismo.
  • A pesquisa e o estudo devem estar integrados com a vida pessoal e comunitária, com o empenho missionário, a caridade fraterna, a solidariedade para com os pobres, o zelo pela vida interior na intimidade com o Senhor.
  • Os vossos Institutos não são máquinas para produzir teólogos e filósofos; são comunidades nas quais se cresce, e o crescimento acontece na família.
  • Se falta a bondade e a beleza de pertencer à uma família de trabalho se termina por ser um intelectual sem talento, um eticista sem bondade, um pensador carente do esplendor da beleza e somente maquiado de formalismos.
  • O contato respeitoso e diário com a laboriosidade e testemunho dos homens e mulheres que trabalham nos vossos institutos vos dará aquela quota de realismo tão necessária para que a vossa ciência seja uma ciência humana e não de laboratório.
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CONCURSO PARA O HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2015

Brasília, 07 de abril de 2014
0332/14

Prezado(a) compositor(a)!

Com alegria e expectativa, a CNBB está lançando o Concurso para o Hino da Campanha da Fraternidade de 2015. Por decisão dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), o concurso será realizado em um único edital, letra e música, simultaneamente,
podendo haver parceria de letristas e músicos.

Tema e lema da CF de 2015
Tema: Fraternidade: Igreja e Sociedade
Lema: Eu vim para servir (cf. Mc 10,45)
(Buscar inspiração em: Constituição Dogmática Lumen Gentium e na Constituição
Pastoral Gaudium et Spes (Concílio Vaticano II).

1. Características da letra do hino
Que traduza em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos. (conferir
ANEXOS II);
Buscar inspiração em: Gaudium et Spes e Lumem Gentium – diálogo entre Igreja e
Sociedade (Concílio Vaticano II).
• Que tenha uma profunda linguagem poética, evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões;
• Que apresente um caráter convocativo: Os fiéis serão convocados para a adesão ao que se propõe a Campanha da Fraternidade. É Deus quem convoca sua Igreja, seu povo, para este engajamento concreto da fé;
• Um embasamento bíblico: A referência bíblica é fundamental, pois ela orienta a vida e a história do povo, e confere sólidos fundamentos para o texto poético;
• A coerência entre fé e vida: Contemplar a unidade fundamental entre fé e vida, evitando intimismos
ou sentimentalismos exagerados;
• A esperança de um mundo novo, “um novo céu e uma nova terra…” (cf. Ap 21, 1-7). A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. Uma mensagem que ajudará o povo de Deus a pôr-se em marcha;
• Tenha em todas as estrofes o mesmo número de sílabas e de acentos, ou seja, uma métrica regular e fluente;
• Tenha alguma forma de rima, embora possam ser usados versos livres. Contudo, a rima, quando bem utilizada, facilita a execução e a memorização do canto.

2. Características da música

• Caráter vibrante, vigoroso, e convocativo. Este caráter tem a ver com o ressoar de
“trombetas e clarins” (cf. Sl 47, 6; 98, 5-6);
• Melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembléia;
• Força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades individuais e
grupais;
• Realce bem o sentido da letra. Antes de pensar na composição, o(a) autor(a) deverá estudar bem a letra e observar os acentos tônicos (fortes) das palavras para que haja uma
correspondência natural com os tempos fortes da melodia. Quando as sílabas não acentuadas (átonas) coincidem com os tempos fortes de cada compasso, a palavra fica deformada (por exemplo: terrá, horá, vamós…);
• Seja fluente, simples, porém, bela. A tessitura média das notas musicais deve-se acomodar entre o “dó 3” (dó central do piano ou órgão) e o “dó 4” (uma oitava acima);
• Tenha pausas de respiração suficientes e nos momentos certos. É bom que haja uma breve respiração no final de cada frase do texto;
• Seja construída a partir da escala diatônica. Sejam evitados cromatismos exagerados
(semitons sucessivos) e intervalos de difícil entoação;
• Seja artística, fugindo dos “chavões e clichês” já conhecidos e por demais gastos;
• Tenha características da genuína música brasileira (por exemplo, da etnomúsica religiosa).

3. Apresentação da composição

• Esteja escrita em pauta, com a indicação dos acordes (cifras) para o acompanhamento
instrumental. As melodias que não vierem anotadas na pauta, automaticamente, não serão
submetidas ao concurso.
• Esteja gravada em CD, com ou sem acompanhamento instrumental.

4. Prazo

As composições sejam enviadas à CNBB até o dia 11 de junho de 2014, trazendo apenas o
pseudônimo (nome de fantasia) do(a) autor(a), no remetente. Dentro da correspondência, num envelope fechado, estejam o nome verdadeiro do(a) compositor(a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO I), preenchido e assinado, para o seguinte endereço:

CNBB (Setor Música Litúrgica)
SE/Sul, Q. 801, Conj. “B”
70200-014 – BRASÍLIA – DF

Dom Leonardo Ulrich Steiner – Secretário Geral da CNBB
Pe. Luiz Carlos Dias – Secretário Executivo da CF
Pe. José Carlos Sala – Assessor da CNBB para a Música Litúrgica

ANEXO I 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015

Tema: Fraternidade: Igreja e Sociedade
Lema: Eu vim para servir (cf. Mc 10,45)

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Termo de Cessão de Direitos
Autorais Patrimoniais
NOME
RG CPF
ENDEREÇO Rua Número
Bairro Caixa Postal CEP
Cidade Estado E-mail
TELEFONE FAX

Por meio deste termo, cedo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com sede em Brasília-DF, no SE/SUL – Quadra 801 – Conj. “B” (CEP) 70401-900, inscrita no Cadastro de Contribuintes sob o número 33.685.686/001/50, os direitos autorais patrimoniais da(s) minha(s)

música(s) para a Campanha da Fraternidade.

_______________________, ____ / _____/ _______
Cidade, data

_________________________________________
Assinatura
ANEXO II 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015
FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE
EU VIM PARA SERVIR (cf. Mc 10,45)

Objetivo geral:
• Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade,
propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a
edificação do Reino de Deus.

Objetivos específicos:
Compreender a situação atual da relação entre a Igreja e a sociedade.
Discernir as questões que desafiam a evangelização no serviço eclesial à sociedade.
Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja em diálogo e colaboração com a
sociedade, a serviço da vida e do bem do povo brasileiro.
Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação e da cultura da paz, em espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso.
Incentivar as pessoas e as comunidades a exercerem seu protagonismo no contexto social
em que vivem.
Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção pelos pobres, para o desenvolvimento
integral da pessoa e para a construção de uma sociedade justa e solidária.
Identificar os fatores que constroem a paz e o bem comum, para superar as relações
desumanas e violentas.

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As tentações dos agentes pastorais

Sintetizamos aqui o texto do Papa Francisco que está na Evangelii Gaudium nº 76-109.

  1. DESENCANTO

1.1.   É possível notar em muitos agentes evangelizadores – não obstante rezem – uma acentuação do individualismo, uma crise de identidade e um declínio do fervor. São três males que se alimentam entre si.

1.2.   A cultura mediática e alguns ambientes in­telectuais transmitem, às vezes, uma acentuada desconfiança quanto à mensagem da Igreja e certo desencanto.

1.3.   Desenvolve-se um relativismo ainda mais perigoso que o doutrinal. Este relativismo prático é agir como se Deus não existisse, decidir como se os pobres não existis­sem, sonhar como se os outros não existissem, trabalhar como se aqueles que não receberam o anúncio não existissem.

  1. APATIA

2.1.   Alguns temem que alguém os convide a realizar alguma tarefa apostólica e procuram fugir de qualquer compromisso que lhes possa roubar o tempo livre.

2.2.   O problema não está sempre no excesso de atividades, mas, sobretudo, nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. Daí que as obrigações cansem mais do que é razoável, e às vezes façam adoecer.

2.3.   Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem cons­tantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do cora­ção como «o mais precioso elixir do demônio».Chamados para iluminar e comunicar vida, aca­bam por se deixar cativar por coisas que só ge­ram escuridão e cansaço interior e corroem o di­namismo apostólico.

  1. PESSIMISMO

3.1.   Os males do nosso mundo – e os da Igreja – não deveriam servir como desculpa para reduzir a nossa entrega e o nosso ardor. Vejamo-los como desafios para crescer.

3.2.   Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e de­sencantados com cara de vinagre.

3.3.   Em alguns lugares, se produ­ziu uma «desertificação» espiritual, fruto do pro­jeto de sociedades que querem construir sem Deus ou que destroem as suas raízes cristãs.

  1. ISOLAMENTO

4.1.   Sentimos o desafio de descobrir e transmitir a «mística» de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar–nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se numa verdadeira experiên­cia de fraternidade, numa caravana solidária, numa peregrinação sagrada. Sair de si mesmo para se unir aos outros faz bem. Fechar-se em si mesmo é provar o veneno amargo da imanência, e a humanidade perderá com cada opção egoísta que fizermos.

4.2.   Muitos tentam es­capar dos outros fechando-se na sua privacidade confortável ou no círculo reduzido dos mais ínti­mos, e renunciam ao realismo da dimensão social do Evangelho. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à re­volução da ternura.

4.3.   O isolamento, que é uma concretização do imanentismo, pode exprimir-se numa falsa auto­nomia que exclui Deus, mas pode também en­contrar na religião uma forma de consumismo espiritual à medida do próprio individualismo doentio.

4.4.   Noutros setores da nossa sociedade, cresce o apreço por várias formas de «espiritualidade do bem-estar» sem comunidade, por uma «teologia da prosperi­dade» sem compromissos fraternos ou por expe­riências subjetivas sem rostos, que se reduzem a uma busca interior imanentista.

4.5.   Um desafio importante é mostrar que a so­lução nunca consistirá em escapar de uma rela­ção pessoal e comprometida com Deus, que ao mesmo tempo nos comprometa com os outros.

4.6.   Nisto está a verdadeira cura: de fato, o modo de nos relacionarmos com os outros que, em vez de nos adoecer, nos cura é uma frater­nidade mística, contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe desco­brir Deus em cada ser humano, que sabe tole­rar as moléstias da convivência agarrando-se ao amor de Deus, que sabe abrir o coração ao amor divino para procurar a felicidade dos ou­tros como a procura o seu Pai bom.

  1. MUNDANISMO

5.1.      O mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até um instrumento musical.

5.2.   Este mundanismo pode alimentar-se, so­bretudo, de duas maneiras profundamente rela­cionadas. Uma delas é o fascínio do gnosticismo […] A outra é o neopelagianismo autorreferen­cial de quem, no fundo, só confia nas suas próprias forças e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a certo estilo católi­co próprio do passado.

5.3.   Em alguns, há um cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, mas não se preocupam que o Evangelho adqui­ra uma real inserção no povo fiel de Deus e nas necessidades concretas da história.

5.4.   Em outros, o próprio mundanismo espiritual esconde-se por detrás do fascínio de poder mostrar conquistas sociais e políticas, ou numa vanglória ligada à gestão de assuntos práticos, ou numa atração pelas dinâ­micas de autoestima e de realização autorreferencial. Também se pode traduzir em várias formas de se apresentar a si mesmo envolvido numa densa vida social cheia de viagens, reuniões, jantares, recepções.

5.5.   Quantas vezes sonhamos planos apostólicos expansionistas, meticulosos e bem traçados, típicos de generais derrotados!

5.6.   Quem caiu neste mundanismo olha de cima e de longe, rejeita a profecia dos irmãos, desqua­lifica quem o questiona, faz ressaltar constante­mente os erros alheios e vive obcecado pela apa­rência.

  1. DISCÓRDIA

6.1.   Alguns deixam de viver uma adesão cordial à Igreja por alimentar um espíri­to de contenda. Mais do que pertencer à Igreja inteira, com a sua rica diversidade, pertencem a este ou àquele grupo que se sente diferente ou especial.

6.2.   Aos cristãos de todas as comunidades do mundo, quero pedir-lhes de modo especial um testemunho de comunhão fraterna, que se torne fascinante e resplandecente.

6.3.   Por isso me dói muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias for­mas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingan­ça, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?

6.4.   Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor, e é um ato de evangelização. Façamo-lo hoje mesmo. Não dei­xemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!

  1. FUNCIONALISMO

7.1.   Excessivo clericalismo que os mantêm à margem das decisões. Apesar de se no­tar uma maior participação de muitos nos minis­térios laicais, este compromisso não se reflete na penetração dos valores cristãos no mundo social, político e econômico; limita-se muitas vezes às tarefas no seio da Igreja, sem um empenhamento real pela aplicação do Evangelho na transforma­ção da sociedade.

7.2.   É preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisi­va na Igreja. Porque «o gênio feminino é neces­sário em todas as expressões da vida social; por isso deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito do trabalho»e nos vários lugares onde se tomam as decisões importan­tes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais.

7.3.   Na Igreja, as funções «não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros».

7.4.   Valorizar mais a participação dos jovens na Igreja.

7.5.   Promover as vocações por meio do testemunho.

7.6.   Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. É preciso valorizá-los.

Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a au­dácia e a dedicação cheia de esperança. Não dei­xemos que nos roubem a força missionária!

Papa Francisco

 

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UM NOVO BLOG

Já é conhecido o meu BLOG http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

Agora abro este novo espaço para a postagem e o debate. Como diz o Papa Bento XVI, no continente digital é preciso exercitar a diaconia da cultura. Precisamos dar ALMA à Internet. Que este espaço ajude neste desafio.

Pe. Joãozinho, scj

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